Vamos falar de pedofilia?

Coletânea de referências e propostas para entender o contexto do abuso de crianças e adolescentes e propor mudanças concretas


O assunto de hoje é delicado e pouco divulgado, embora ocorra com certa frequência. Vamos falar sobre a pedofilia, sobre o abuso sexual sofrido por crianças e adolescentes, através da ação de um pedófilo.

É preciso esclarecer que nem todo ofensor de crianças é um pedófilo e que nem todo pedófilo é um abusador de crianças. O indivíduo pode fazer fantasias sexuais com crianças, mas conseguir controlar-se e não chegar a realiza-las verdadeiramente, não chegando assim ao abuso sexual.
Algumas pessoas que abusaram de crianças ou adolescentes não são pedófilas. A base do   comportamento abusivo pode ter sido razões motivacionais, como o uso de álcool, de drogas, privação sexual, problemas conjugais ou problemas psiquiátricos. A criança podia estar por perto do indivíduo e acabou sendo vítima do abuso sexual; o indivíduo pode ter sido abusado sexualmente no passado e cometer o abuso. Nestes casos o “ofensor é situacional”.
Há diferenças entre os ofensores situacionais e os pedófilos. Os ofensores situacionais praticam a primeira agressão à criança quando já estão na fase adulta, enquanto os pedófilos iniciam seu transtorno na adolescência. Os ofensores situacionais fazem menor número de vítimas e estas são, geralmente, crianças ou adolescentes do núcleo familiar (são os incestos). Os pedófilos procuram suas vítimas fora da própria família, e fazem muitas vítimas.

Não há como identificar um ofensor sexual, ele pode ser homem, mulher, heterossexual ou homossexual, pode ter um transtorno de pedofilia e só sentir atração sexual por crianças e adolescentes. Não importa se tem ou não escolaridade, estar trabalhando ou estar desempregado, ser solteiro ou casado, nenhuma destas condições levará à conclusão que uma pessoa possa ser um pedófilo.
Equivoca-se quem pensa que ele vive só, sem família, que tem má aparência ou que transmite medo. Geralmente o pedófilo é o oposto desta descrição. Ele é pacífico, gentil, incapaz de causar dano a quem quer que seja e se dá muito bem com as crianças.
A verdade é que os pedófilos identificam-se mutuamente, se articulam, formam redes complexas que movimentam muito dinheiro no mundo todo, inclusive comunicam-se através da Internet, devido à privacidade que ela oferece, o que muito favorece a    pornografia infantil.
Aqui no Brasil  já foi criado o CENTRO NACIONAL DE DENÚNCIA DE CRIMES CIBERNÉTICOS, que recebe em seu endereço eletrônico denúncias diárias de pornografias infantis ou pedofilia, racismo, neonazismo, intolerância religiosa, apologia ou incitação ao crime contra a vida, homofobia e maus tratos contra os animais.
Portanto, amigos, se vocês souberem de qualquer prática relacionada com um dos itens mencionados no parágrafo anterior, denunciem no site www.safernet.org.br  
Vamos proteger nossas crianças e adolescentes, desconfiando sempre de amizades de adultos com crianças, inclusive observando melhor o comportamento das crianças: se houve mudança de humor (se a criança se tornou triste e chorosa sem motivo aparente), se ficou silenciosa, sem interesse nas atividades que mais gostava de ter ou se começou a apresentar pouco aproveitamento escolar. Qualquer comportamento que a torne diferente do que sempre foi, pode estar significando que a criança não está bem por algum motivo.

  •           É OBRIGAÇÃO DE TODA SOCIEDADE
  • Obrigar o poder público a cumprir o monitoramento
  • Construir melhores bases de dados sobre o problema
  • Expandir a conscientização da criança e do adolescente
  • Romper o silêncio do abuso familiar
  • Aperfeiçoar a infraestrutura pública
  • Tipificar o crime
  • Ampliar conscientização e punir delito não-concluído